domingo, 7 de novembro de 2010

Alguns livros meus pertencem ao mundo.

Semanas atrás, vi na televisão um projeto inusitado e curioso: uma pessoa pode libertar um livro em qualquer lugar (praça, cafeteria, pontos de ônibus, Shopping...) para ser lido por um leitor que o encontrar primeiro. E após a sua leitura, este mesmo leitor poderá libertá-lo em algum local de sua preferência para que o mesmo livro possa ser encontrado por outrem, lido e libertado posteriormente. Em suma, este projeto visa a transformar o mundo numa grande biblioteca.

A idéia original é do site Book Crossing.  Existe um projeto semelhante no Brasil: o Livro Livre.

No Book Crossing, eu libertei três livros do meu romance "O Jardim das Mariposas", cujos BCID são: 080-8246973; 972-8251892 e 946-8355770.

Quanto ao Livro Livre,  foram quatro, cujos códigos são: 5155, 5156, 5157 e 5158.

Desejo ao sortudo leitor que o encontrou uma ótima leitura e futura libertação.

sábado, 30 de maio de 2009

Meu livro na Livraria Saraiva.

Estou muito contente, pois a Distribuidora Jefte conseguiu colocar o meu livro na Livraria Saraiva (confira aqui).

E isso é apenas o começo...

domingo, 5 de abril de 2009

"O Jardim..." numa Distribuidora de Livros.

Consegui colocar o meu livro numa distribuidora, a Jefte Livros - Distribuidora e Livraria, no mês passado. Espero que, assim, o Sr. Roberto consiga distribuí-lo nas principais livrarias de São Paulo, como a Saraiva, Nobel etc.

Só me resta rezar e torcer pelo sucesso...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Meu livro na Livraria Cultura.

Depois de muita luta, finalmente consegui colocar o meu livro numa livraria. Por enquanto, ele está no site da Livraria Cultura.

E como degustação, você poderá ler o 1º capítulo na íntegra. Confira.

domingo, 14 de setembro de 2008

Celebridades na Bienal-SP.

Lá na Bienal-SP, eu vi uma celebridade: o Maurício de Souza. Não deu pra pegar o autógrafo dele, mas pelo menos eu tirei algumas fotos, veja:





E agora, o Maior Livro do Mundo:



E o livro dos 100 anos da Imigração Japonesa:


domingo, 7 de setembro de 2008

Fotos do lançamento do meu livro na Bienal do Livro-SP.

No dia 16 de agosto de 2008, entre 17:30 h às 19:00 h, ocorreu o lançamento do meu livro "O Jardim das Mariposas" na Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A primeira vez que entrei como escritor aconteceu no ano passado, na Bienal do Livro-RJ, com o poema "A Dama de Negro" na antologia A Palavra e o Dono da Palavra.

A segunda vez, na Bienal do Livro-SP 2008. Confira, logo abaixo, as fotos desse mega-evento cultural:


Imagine a minha emoção quando vi o meu livro exposto na vitrine da estande da Litteris Editora.


À esquerda, a minha esposa Yoriko; no centro, eu como escritor; e à direita, o editor Artur Rodrigues.


À minha direita, o editor de produção Deucimar Cevolela.


O primeiro autógrafo foi para a minha esposa Yoriko. Os outros... Bem, apesar da divulgação do lançamento do meu livro ser feito através de cartazes e folders, não dei tantos autógrafos, não. Além do comparecimento do meu cunhado e de sua esposa (Mori e Kaori, respectivamente), não vieram mais ninguém.

Os meus amigos e amigas da faculdade se ausentaram (infelizmente, não puderam vir). Nem meus amigos e amigas do Orkut. Nem meus parentes (por parte da minha esposa). Nenhum leitor da Bienal.

Observem a lista de alguns autores que iriam dar sessões de autógrafos naquele mesmo dia: Maurício de Souza, Marcelo Rubens Paiva, Roberto Shinyashiki, Içami Tiba, André Vianco... Eu, sendo um escritor desconhecido, não pude ser capaz de levar um curioso leitor à estande; também, como eu poderia competir com "aqueles já consagrados" pelo público?

O trajeto de um escritor desconhecido é árduo, solitário, angustiante. Depende da sorte, talvez. Enfim, não posso esmorecer. Não posso desistir. Pois, afinal, eu entrei como escritor na Bienal do Livro-SP. E isso conta muitíssimos pontos na minha carreira como escritor. Apenas por estar na lista dos autores para sessão de autógrafos, eu deveria sentir orgulho de mim. Pois foi uma honra participar nesse seleto grupo de autores.

Hoje, desconhecido. Amanhã, quem sabe uma gama de leitores cativantes?

domingo, 3 de agosto de 2008

Degustação: trecho do livro.

O JARDIM


A neblina(1) inundava tudo, com a sua névoa delicada e fina, naquela manhã de sábado. Por detrás das nuvens, o sol parecia ainda tímido para descarregar todo o seu calor sobre os habitantes terrenos.

Mal se via a linda paisagem do jardim(2). Para se ter acesso a ele, a entrada fora construída por colunas em forma de arco e trepadeiras — um caramanchão(3) —, proporcionando aos visitantes a doce fragrância das rosas.

Uma silhueta apontara na névoa, e algo percorria o caramanchão. Aquela mancha, outrora pequena, aumentava de tamanho gradativamente. Pára por alguns instantes, titubeando se deveria ou não prosseguir. A timidez se fez presente, o medo e a insegurança afloraram de novo. Mas algo impulsionava seus pés para frente; e finalmente resolve se sentar no banco de pedra do jardim. A brisa fresca brincava com os seus cabelos castanhos, curtos como a sua idade.

Era a primeira vez que Estanislau Poamaris vinha para aquele lugar à procura de algo que o confortasse. Seus olhos juvenis, turvos e irrequietos, sondavam a paisagem nebulosa em busca de respostas. Mas não enxergava quase nada, nem ao menos conseguia determinar que tipo de vegetação existia ali, ou perceber alguma coisa que lhe desse pistas para o reconhecimento do jardim. Mesmo assim, apreciou muito aquele ambiente verdejante e tranqüilo, apesar do sobrado ser também muito aconchegante.

De longe, ouvia-se Maria Helena ditando ordens para a empregada em relação à disposição dos móveis, enquanto que a copa da cozinha era invadida por pesadas caixas de papelão contendo copos de cristal, pratos, talheres, livros e outros objetos pessoais. Sendo alta e esguia, suas feições eram acetinadas, transparecendo uma beleza inigualável quando moça. Seus olhos castanhos, meigos e doces, transmitiam bondade. Seus gestos, delicados mas firmes, mostravam a rígida educação que tivera na infância. Às vezes, percebia-se um leve sorriso que, embora disfarçado para não transparecer fraqueza ou comiseração, deixava em seu rosto uma marca indelével de simpatia. Usava sempre um lenço de seda vermelha com estampas de pintassilgos(4) para proteger a cabeça, e o retirava somente no fim do dia, antes de se deitar.



SIGNIFICADO DOS SÍMBOLOS


(1) Neblina: a neblina — símbolo do místico e do misterioso — representa a confusão que a alma deve vencer para alcançar a iluminação.

(2) Jardim: morada da alma.

(3) Caramanchão: as colunas que cercavam o pátio romano deram origem a jardins com treliças, de onde pendem plantas e flores para propiciar sombra e fragrância. Sendo local de retiro, o caramanchão representa a segurança do útero.

(4) Lenço de seda vermelha com estampas de pintassilgos
Vermelho: é a cor da vida — sangue, fogo, paixão e guerra.
Pintassilgo: é um símbolo cristão que representa a alma e a paixão de Cristo. Como esse pássaro come espinhos, ficou associado ao sofrimento de Cristo na cruz. A pinta vermelha no pescoço representa o sangue que saiu quando esse pássaro tirou um espinho da coroa de Cristo.


SIGNIFICADO DOS NOMES DOS PERSONAGENS

Estanislau: aquele que não se ilude com as aparências, pois procura sempre a verdade que está por trás delas.

Poamaris: nome inventado pelo autor.

Maria Helena: é um nome grego/hebraico, e significa "senhora da luz" (indica preparação e exigência para consigo mesmo).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Um dos livros que utilizei para escrever o meu romance:

BRUCE-MITFORD, Miranda. O livro ilustrado dos símbolos: o universo das imagens que representam as idéias e os fenômenos da realidade. Tradução de Fernando Wizard, Maria Ção Rodrigues. São Paulo: Publifolha, 2001.


Um dos sites pesquisados para a escolha dos nomes dos personagens:

NAMES. O significado e origem dos nomes. Disponível na internet: <http://www.names.hpg.ig.com.br/>. Acesso em: 11 set. 2004.


>> Leia o capítulo inteiro, clicando aqui.